segunda-feira, 14 de maio de 2012
O Toque Feminino Parisiense
Existem em Paris lugares onde as mulheres distinguem-se mais do que em outros. É o que os franceses chamam a “woman’s touch” parisiense. Se alguns espaços lhes são exclusivamente reservados, dividem voluntariamente outros endereços mantendo-se mestres dos locais.
ESSAS MULHERES QUE MOVEM A CAPITAL
Em vários estabelecimentos da capital, são as mulheres que dão o tom. São os chefs de grandes restaurantes, directoras de hotéis, guias, e são elas que devem ser seguidas!
As mulheres dão o tom dos nossos pratos porque são os chefs de inúmeros restaurantes de Paris. Existem em primeiro lugar as históricas como Le Mansouria, onde a chef Fatema Hal propõe uma cozinha marroquina tradicional, ou Les Petites Sorcières, onde a chef Ghislaine Arabian está por trás do fogão desde 2007. Certos restaurantes estrelados também são ocupados por mulheres. É o caso do Hélène Darroze, onde o restaurante homónimo mostra um macaron no Guia Michelin, ou de Adelaide Grattard pelo Yam’Tcha, também estrelado. As novas gerações de restaurantes estão bem representadas pelo 144 Petrossian e a sua chef Rougui Dia, ou Les Saveurs de Flora, onde a chef Flora Mikula é especialista em miúdos de carne. Sem esquecer os novos bistrots parisienses como Les Parisiennes onde as irmãs Malika e Fátima Hjij estão no comando do fogão; Véronique Melloul, chef do Bistrot Poulbot em Montmatre; West Country Girl, um rock bar de crepes e ostras de Sophie Le Floch; ou Le 23 Clauzel de Julie Rivière.
As mulheres dirigem igualmente alguns grandes hotéis da capital. É nomeadamente o caso do Hotel Madison, dirigido por Caroline Demon; do Westin Paris, dirigido por Marie-Paule Vande Velde; do Meurice, dirigido por Franka Holtmann; do Hotel Bourgogne et Montana, onde a directora é Émilie Arabian e igualmente do Hôteldu Petit Moulin, dirigido por Nadia Murano.
As inúmeras mulheres propõem visitas guiadas por Paris, nos seus museus e monumentos, mas igualmente pelos passos das francesas famosas. É possível encontrar a lista detalhada desses roteiros no sítio do Office de Tourisme et Congrès de Paris. Como Marion Willard Valès e Aurélie Mahoudeau pela Succulent Paris, as mulheres propõem a descoberta da gastronomia parisiense organizando os roteiros pelos mercados ou em volta de artesãs seleccionadas. Fazem o curso de cozinha à volta dos produtos. Marie-Bénédicte, através da Promenade des sens (caminhada dos sentidos), propõe um roteiro em volta dos cinco sentidos. Rumo à descoberta dos quarteirões insólitos, os comércios únicos, dos artesãos... permite redescobrir Paris através dos seus olhos. Que melhor compreender o papel feminino na capital!
Enfim, reconhecíamos as fisionomias na entrada das casas nocturnas: os grandes seguranças pouco amáveis. No Montana, novo clube na moda em Paris, a fisionomia é outra: é uma mulher e chama-se Louise. Se quisermos festejar nesse templo nocturno, é por ela que deveremos passar.
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